A importância da rotina

Antes de ser mãe, não entendia o conceito de rotina para bebês. Achava um absurdo determinar horários para que as atividades corriqueiras ocorressem. Achava que perderia a naturalidade do dia-a-dia, controlando tudo.

Realmente, quando meu filho nasceu, eu percebi que esse achismo meu era real. Aqui a gente nunca controlou o horário de dormir, por exemplo, nem os tempos de mamada. No comecinho, quando ele ainda estava descobrindo que nasceu, a gente não tinha horário para nada. Cada dia se desdobrava de uma forma. Amamentando em livre demanda então, não tem nem como controlar nada. O bebê é que decide quando quer mamar.

Porém, com o passar do tempo, fui observando que ele naturalmente seguia um certo padrão de horários de forma espontânea: sempre dormia pra valer em determinado horário  no comecinho da noite. E daí foi ficando mais fácil para nos organizarmos e estabelecermos uma sequência para os acontecimentos: café da manhã, passeios, hora do banho, hora de ir para a cama.

O que me surpreendeu foi que não tínhamos um horário fixo para tudo, mas sim uma sequência fixa, e isso é que nos trouxe estabilidade. Descobri que bebês gostam de uma rotina, que se sentem seguros quando tem noção do que vai acontecer.

Lógico que as coisas acontecem meio que no mesmo horário no dia-a-dia, mas não vivemos controlados pelo relógio. Às vezes a janta atrasa uns 40 minutos, às vezes o bebê dorme antes do banho, às vezes está agitado e leva umas duas horas para dormir… às vezes a gente sai e volta com calma para casa. Tudo isso sem neura e sem ficarmos de olho que horas são!

Percebi a real importância da rotina para bebês e crianças recentemente. Entre o Natal e o Ano Novo, fizemos uma viagem em grupo com dois casais de amigos, um deles com um filho de quase 5 anos. O padrão dos dias mudou completamente.

Resultado: meu filho virou no jiraia! Ficou irritadiço, choroso. Alguns dias ele não fez a soneca da tarde que costuma fazer. Outros dias a soneca rolou bem mais tarde do que normalmente acontece.  Pulou algumas refeições e pra gente sair e comer foi aquela loucura. Ele se recusava a ficar no cadeirão ou no colo, queria correr e se jogava no chão a cada tentativa nossa de segurá-lo para não fugir.

Nos divertimos bastante, mas voltamos para casa precisando de férias das férias! Chegando em casa, notamos uma mudança brusca no comportamento dele: se acalmou, voltou a comer, demonstrou alegria em estar de volta no ambiente dele, demonstrou conforto ao voltar para a sequência de atividades que está acostumado.

Ou seja: a previsibilidade pode ser aliada nossa, contanto que a gente não vire escravo do relógio e que se permita ser flexível!

E como funciona a rotina na sua casa? Você segue horários à risca? Ou segue mais a linha de uma sequência lógica de atividades? No fim das contas, o que é bom é aquilo que funciona para cada família!